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sexta-feira, 2 de julho de 2010

FUTEBOL,DINHEIRO E MULHERES



Triste história. Eliza Samudio subestimou as ameaças que o goleiro Bruno a fez, talvez por achar que a realização delas  não se cumprissem, fossem apenas para assustar. Mais nada. Caso tenha sido mesmo assassinada por Bruno, resta apenas o exemplo para outras mulheres: O golpe da barriga sempre tem um preço. Dependendo para quem se dá esta notícia, a coisa pode acabar em violência. Quem fica com a criança é a mãe e esta precisa de um "projeto " ético de vida, pois a vida daí para frente será diferente.As mulheres tem um papel fundamental para a descontrução da violência contra elas e seus filhos. Devem refletir estas desigualdades  históricas  e subverter nas várias dimensões da vida  a opressão. Não me interessa aqui, discutir o machismo desta sociedade descrevendo os privilégios sexuais dos homens.  Eles podem fazer e acontecer , estão sendo criados desta forma. Um bebezinho do sexo masculino já é estimulado, às vezes pela própria mãe, a ser o futuro machão. Interessa aqui discutir por que, nós mulheres, aceitamos as regras do jogo, reproduzindo-as de forma tão eficaz. Todos os dias os jornalecos populares estampam em suas páginas, corpos de mulheres para consumo, fatos acerca  das transas de celebidades do esporte, da música,etc. Descobriram o novo filão: engravidar destes caras e pegar uma grana  deles às custas da criança.  Mas, como fica a criança? exposta na mídia da pior forma possível. A maioria como filhos rejeitados pelos pais que exigem o exame de  DNA. Assim, foi com o filho de Edmundo, Mick jagger, Romário (vários pedidos de DNA). Não basta sair com homens endinheirados, é preciso garantir a pensão, fazer jus a grande oportunidade  garimpada. A maioria deles, homens "normais", não teriam esse monte de fêmeas sedentas atrás deles se não fosse o dinheiro! Os exemplos de "sucesso" de Luciana Gimenez e de tantas outras, serve de estímulo a  esta prática, que não é nova, porém recebe maior destaque a proporção que estes jogadores ficam mais ricos. É  preciso pensar nas crianças e não envolvê-las nesta lama de interesses. Bruno levou a sério demais esta história.  Por que tanta violência  para resolver  uma questão desta natureza? Viu como Mick Jagger estava  feliz assistindo ao jogo Brasil X Holanda, animadíssimo com o filho Lucas? Poderia ele,  Bruno,  ter dado uma chance a esta criança de ter um pai amigo. Afinal,  estas  mulheres não fizeram o filho sozinhas. No jogo de quem usa quem as ligações são perigosas...