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sexta-feira, 21 de maio de 2010

ATENÇÃO! CUIDADO COM AS PISTOLAS PARA USO DE COLA QUENTE

Minha posição no plebiscito sobre a questão do desarmamento foi a do voto pelo SIM, ou seja, não acredito numa  sociedade armada até os dentes como forma de se proteger daqueles que estariam portanto armas com intenções maléficas. Pensei naquele contexto que caso tivesse um filho almejado por  uma bala perdida desfechada por um marido ciumento contra a esposa "infiel", ou, por uma insignificante briga de vizinhos,  não teria na consciência o peso de ter contribuído para a posse de armas em mãos de pessoas despreparadas. Volto a esta questão porque ao ver um policial à paisana encostar uma pistola nas costas de um estudante a fim de "conter" uma manifestação legítima do movimento estudantil e  de assistir  pela televisão ao enterro de um morador morto porque fora confundido com um marginal ao segurar uma furadeira, me fez lembrar que meu voto pelo SIM estava correto. Armas são feias, mórbidas, existem no mundo  devido ao nosso desejo de opressão. Claro, usar qualquer arma para defender a própria vida ou a  de pessoas com as quais trocamos afetos, é outra coisa... Mas a proliferação de armas de calibres sofisticados é puro comércio  para manter guerras, chacinas e tudo que pertença a esfera da degeneração dos valores humanos.
Estou preocupada com a pistola de cola quente que tenho em casa... já pensou? Ah! mas  pelo que ouço pelas ruas algum incidente neste sentido seria apenas, um acidente. Mil desculpas seriam dadas em defesa daquele que confundisse a pistola para uso de cola quente com uma, quem  sabe, 9 milímetros!! Acabaria eu, sendo a vacilona, a que deu mole. Errar neste caso é problema da vítima, não do policial  treinado que deveria ter os instrumentos que atenuassem este tipo de "confusão". Para que servem simuladores ou outros dispositivos existentes nos treinamentos  destes profissionais? Eles são  efetivamente usados? Perguntar não ofende, só ajuda a refletir para que não sejamos tão inconsequentes  quando é com a vida do próximo.

Um comentário:

  1. O erro cometido pelo policial é imperdoável.Somos praticantes de erros constantes, porém um erro grave desses não é algo tão singelo, foi uma fatalidade, uma fatalidade totalmente débil, cometida por um profissional , dessa forma já deveria haver habilidade, o mesmo estudou!.Eu sinto que é como se o ' desejo e matar ' fosse banalizado. Uma arma banaliza a morte. A princípio devemos ser protegidos.Para sermos protegimos precisamos nos adaptar a um mundo com armas, nos assustar? Infelizmente sim!,ou seja, a segurança é ilusória..agora é na base da sorte, povo?; Matar é uma violência, não sou a favor disso, porém acho que para matar alguém deve existir um processo, e não simplismente cometer o ato sem razão explícita! Confundir a arma com um outro objeto parecido e matar, é algo impulsivo, sem analise.Ser policial não é só prática, tem que usar o intelecto!! Deprimente ;(

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